domingo, 26 de setembro de 2021
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15/12/2012

Cacique de Manoel Ribas é preso pela Polícia Federal

Operação Forte Apache 2 cumpriu 9 mandados de prisão na região

Jornal Paraná Centro

O vereador e cacique de Manoel Ribas, Dirceu Retanh Pereira Santiago, foi preso pela Polícia Federal de Guarapuava, na tarde desta quinta-feira, dia 13 de dezembro. O líder indígena foi eleito na tarde de ontem como presidente do Conselho dos Caciques Indígenas da região de Guarapuava.

A prisão fez parte da Operação Forte Apache 2,  para o cumprimento de 9 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal em Guarapuava  e pela Justiça Estadual em Manoel Ribas. 

De acordo com a Polícia Federal, todas as buscas, que visam essencialmente a apreensão de documentos que reforcem as provas já obtidas, estão sendo realizadas no município de Manoel Ribas, inclusive na casa, que fica na Reserva Indígena, do vereador e cacique de Manoel Ribas preso. Ele foi encontrado na reserva indígena de Mangueirinha, após uma reunião que contou com a presença de representantes da FUNAI, e de caciques e vice-caciques de oito aldeias da região, que na ocasião o elegeram presidente do Conselho dos Caciques. 

O cacique é investigado principalmente pelo arrendamento ilegal de terras indígenas que vem fazendo desde o ano de 2005, ação que é proibida pelo artigo 18 e §1º da Lei 6.001/73, e que resulta nas penas do art. 2º caput e §1º da Lei n. 8.176/91. Outros crimes como os de ameaça, constrangimento ilegal, corrupção, apropriação indébita, bando armado, posse e porte ilegal de armas de fogo, crime ambiental e eleitoral são investigados. 

Testemunhas apontam também que o cacique está por trás da destituição de vários caciques da região para nomeação de outros de sua confiança, incluindo o episódio ocorrido na Reserva Indígena de Ortigueira, na madrugada de 4 de setembro de 2012, onde houve o assassinato de dois índios, muitos outros feridos, além de roubo, incêndio e expulsão do cacique local. 

A operação contou com a participação de 45 policiais federais do Estado do Paraná, oriundos de Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina e Curitiba. 

Outras pessoas envolvidas em todos os fatos investigados foram conduzidas para a DPF Guarapuava/PR para serem ouvidas. 
O cacique foi levado para a Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, onde ficará à disposição da Justiça.

O advogado Maurílio Viana, que representa o cacique Dirceu Santiago, disse ao jornal Paraná Centro, que está se inteirando dos fatos e acessando o inquérito policial para elaborar a defesa de seu cliente. Na segunda-feira, dia 17 de dezembro, ele deve ingressar com um pedido de revogação da prisão preventiva, por entender que o cacique tem o direito de responder em liberdade sobre as acusações que pesam contra ele.
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